{"id":180,"date":"2014-11-23T20:33:05","date_gmt":"2014-11-23T23:33:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.fernandosimon.com\/blog\/?p=180"},"modified":"2015-01-25T23:01:25","modified_gmt":"2015-01-26T02:01:25","slug":"exadata-e-asm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.fernandosimon.com\/blog\/exadata-e-asm\/","title":{"rendered":"Exadata e ASM"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Depois de apresentar a forma como cada Storage Server disponibiliza\u00a0seus discos para os Database Servers no artigo anterior (<a href=\"http:\/\/www.fernandosimon.com\/blog\/exadata-software-arquitetura-discos-e-comunicacao\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a>) vou escrever um pouco sobre como eles s\u00e3o acessados pelo Grid. N\u00e3o existem surpresas ou mist\u00e9rios aqui, s\u00f3 alguns detalhes interessantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more Continue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 disse em artigos anteriores, o mesmo bin\u00e1rio do banco de dados Oracle e do Grid que est\u00e1 dispon\u00edvel no site da OTN \u00e9 aquele utilizado no Oracle Exadata. N\u00e3o existe diferen\u00e7a ou compila\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o Exadata. A \u00fanica diferen\u00e7a (que existia at\u00e9 a 11.2.3.0) era, depois de instalado, fazer o link com a biblioteca RDS para comunica\u00e7\u00e3o Infiniband (mas voc\u00ea faria a mesma coisa se estivesse em um ambiente tradicional com Infiniband no interconnect).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se n\u00e3o existe diferen\u00e7a, o que faz o bin\u00e1rio Oracle entender que est\u00e1 em um Exadata? A resposta \u00e9 simples e com dois arquivos:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">cellinit.ora: Cont\u00eam uma \u00fanica linha, o IP do Database Server.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">cellip.ora: Cont\u00eam a lista de todos os Storage Server dispon\u00edveis.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos estes arquivos ficam no diret\u00f3rio <em>\/etc\/oracle\/cell\/network-config<\/em> e os endere\u00e7os fazem refer\u00eancia aos IP\u2019s da rede Infiniband.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com estes dois arquivos o Grid e o Oracle Database sabem que devem procurar por um caminho espec\u00edfico para localizar os discos. Claro que o kernel do Oracle Database j\u00e1 deve estar preparado para identificar e habilitar as funcionalidades do Exadata, mas n\u00e3o existe mist\u00e9rio ou arquivos \u201cmalucos\u201d de configura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ASM DISKS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso voc\u00ea j\u00e1 tenha utilizado ASMLIB deve saber que os discos aparecem com a inicial ORCL. No Oracle Exadata n\u00e3o temos ASMLIB mas os discos s\u00e3o identificados de forma particular, aparecem como <strong>\u201co\/&lt;ip\u2019s stoage server&gt;\/&lt;grid disk&gt;\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo: \u201co\/192.168.10.17;192.168.10.18\/DATA_CD_00_spmlx_ecgx4_01\u201d. Isso nos diz que o griddisk <em>\u201cDATA_CD_00_spmlx_ecgx4_01\u201d<\/em> \u00e9 de uma c\u00e9lula Exadata (\u201c<em>o\/<\/em>\u201d) acess\u00edvel atrav\u00e9s dos ip\u2019s \u201c<em>192.168.10.17;192.168.10.18<\/em>\u201d. Todos os discos do appliance aparecem para o ASM, voc\u00ea ver\u00e1 168 griddisks para DATA e RECO e 140 para DBFS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico detalhe aqui \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a redund\u00e2ncia dos dados, no Oracle Exadata n\u00e3o temos RAID no storage e isso traz a seguran\u00e7a e responsabilidade para o ASM. O espelhamento e redund\u00e2ncia do ASM s\u00e3o utilizados aqui para garantir que nada seja perdido. Falando nisso, o failure group desempenha papel fundamental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com failure group o ASM garante que c\u00f3pias adicionais do bloco estar\u00e3o dispon\u00edveis caso a original fique indispon\u00edvel. Como no Oracle Exadata cada Storage Server \u00e9 um n\u00f3 independente o cuidado \u00e9 maior, pois \u00e9 necess\u00e1rio garantir que nada seja perdido caso uma c\u00e9lula falhe. Para garantir isso um failure group \u00e9 criado em cada c\u00e9lula com todos os seus discos, os 12 discos de uma c\u00e9lula comp\u00f5e um \u00fanico failure group.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas por que e como isso funciona? De forma simples, isso faz que cada c\u00e9lula seja um failure group e o ASM garante que os blocos do diskgroup que contidos nos discos de uma c\u00e9lula ter\u00e3o suas c\u00f3pias armazenadas em um failure group de outra c\u00e9lula. Se voc\u00ea escolher <em>normal redundancy<\/em> voc\u00ea poder\u00e1 sobreviver a falha de uma c\u00e9lula, caso escolha <em>high redundancy<\/em> poder\u00e1 sobreviver a at\u00e9 falhas de duas c\u00e9lulas ao mesmo tempo sem perda de dados. De qualquer forma, essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea n\u00e3o tem, tudo isso \u00e9 gerenciado automaticamente pelo ASM. A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 escolher a redund\u00e2ncia dos diskgroups.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m desse detalhe com os failure groups fa\u00e7o uma compara\u00e7\u00e3o entre o ambiente tradicional e o Oracle Exadata. Em um ambiente tradicional toda a redund\u00e2ncia e preocupa\u00e7\u00e3o com a performance fica \u201cmascarada\u201d pelo Storage, ao ASM basicamente s\u00e3o disponibilizadas lun\u2019s sobre raid groups. A preocupa\u00e7\u00e3o se o disco est\u00e1 com menor lat\u00eancia e o balanceamento de carga fica todo para o Storage. J\u00e1 no Oracle Exadata o ASM tem (em um Full Rack) 168 discos para fazer o balanceamento, s\u00e3o 168 discos para o ASM escolher onde armazenar e ler os dados de forma mais r\u00e1pida poss\u00edvel. No final das contas a granularidade \u00e9 muito maior e o ajuste de performance muito mais fino no Oracle Exadata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PR\u00d3XIMO ARTIGO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pr\u00f3ximo artigo voltarei a falar sobre gerenciamento de recursos, como podemos distribuir e gerenciar tudo o que est\u00e1 dispon\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de apresentar a forma como cada Storage Server disponibiliza\u00a0seus discos para os Database Servers no artigo anterior (aqui) vou escrever um pouco sobre como eles s\u00e3o acessados pelo Grid. 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